Pastor cubano é impedido de entrar no país pela segunda vez
- Redação

- 2 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Líder cristão denuncia novo exílio e reforça alerta sobre perseguição religiosa em Cuba

O pastor cubano Alain Valiente, conhecido por sua atuação em uma rede de igrejas não reconhecida oficialmente pelo governo de Cuba, voltou a denunciar perseguição religiosa após ser impedido de entrar no país pela segunda vez. O caso ganhou repercussão no dia 23 de outubro, quando Valiente relatou nas redes sociais que foi barrado pela imigração ao tentar retornar à ilha para acompanhar o tratamento médico de sua filha, diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado.
“Os tiranos estavam esperando por mim; todo o show armado para a minha chegada. Fui detido pela imigração e proibido de entrar. Estou sendo exilado do meu próprio país pela segunda vez”, escreveu o pastor.
Histórico de perseguição e rotulação como ameaça à segurança
Segundo Valiente, o episódio não é isolado. Exilado desde maio de 2025, quando foi impedido de retornar pela primeira vez e rotulado como “ameaça à segurança”, o pastor afirma que o governo cubano mantém vigilância e repressão constantes contra sua atuação religiosa. Fora do país, ele tem denunciado internacionalmente as violações à liberdade de culto praticadas pelo regime.
O líder cristão pertence a uma rede de igrejas independentes, o que o colocou na mira das autoridades. Conforme explica, conduzir cultos fora do controle estatal é visto como afronta ao governo.
Perseguição começa em 2007 e se intensifica
A trajetória de conflito entre Valiente e o governo começou ainda em 2007, quando agentes demoliram a igreja que ele liderava e confiscaram todos os seus bens, deixando sua família e a congregação sem local para adorar.
A repressão se repetiu em 2016, após a reconstrução da igreja. Na ocasião, agentes de segurança cercaram novamente o templo e o demoliram junto à casa do pastor. Sua esposa e cerca de 40 membros da igreja foram presos durante a operação.
Um padrão crescente em Cuba
O caso de Alain Valiente reflete uma realidade cada vez mais comum na ilha: líderes religiosos sendo pressionados a fugir do país ou a se deslocarem internamente para evitar novas agressões.
Dados da Portas Abertas indicam que, entre 2020 e 2024, ao menos 44 casos de líderes cristãos deslocados foram registrados, incluindo nove exilados. Esse tipo de perseguição também atinge líderes políticos e ativistas sociais.
Como ajudar cristãos perseguidos na América Latina
A organização Portas Abertas atua oferecendo sustento, apoio e encorajamento bíblico a famílias que enfrentam perseguição por sua fé. As doações ajudam a fortalecer comunidades vulneráveis e garantir que cristãos perseguidos não enfrentem essa realidade sozinhos.







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