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Cristãos são acusados de ameaça à segurança nacional no Irã

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 2 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Prisões, julgamentos e crescente pressão sobre igrejas domésticas revelam cenário preocupante para seguidores de Jesus no país.



A perseguição contra cristãos no Irã voltou a ganhar destaque internacional após a prisão de Hossein Mohammadi (Daniel) e Zahra Gholami (Hannah) no dia 16 de novembro. Ambos foram detidos após uma disputa judicial relacionada a um caso que começou ainda em 2023, quando uma reunião de planejamento das celebrações de Natal foi alvo de uma grande operação policial.


Na ação, celulares foram confiscados e 25 cristãos foram interrogados. Logo na primeira etapa das investigações, Daniel, Hannah e Sirous Khosravi foram presos, e suas residências passaram por buscas rigorosas. Sirous acabou detido após questionar as autoridades e só foi libertado em janeiro de 2024. Pai de gêmeos que aguardavam um transplante de rim na época, sua situação gerou forte comoção.


Após 42 dias sob custódia, Daniel, Hannah e mais dois cristãos foram liberados mediante pagamento de fiança. No entanto, as autoridades iranianas avançaram com acusações graves, alegando que eles estariam “formando ou se associando a um grupo para ameaçar a segurança nacional”.


Sentenças e recursos negados


O julgamento ocorreu em julho de 2024. A corte considerou Daniel, Hannah e Teymur Hosseini, um refugiado afegão, culpados. Os três receberam sentenças de dois anos de prisão. A defesa recorreu, mas o pedido foi negado. Agora, Daniel e Hannah retornaram à Justiça para cumprir suas penas, marcando mais um capítulo difícil para a comunidade cristã iraniana.


Padrão de perseguição se intensifica


O caso reforça um padrão cada vez mais comum no Irã:


Operações policiais em reuniões cristãs, especialmente durante feriados religiosos;


Apreensão de celulares e coleta massiva de dados;


Interrogatórios prolongados;


Buscas em residências sob justificativa de “segurança nacional”.


Além dos cristãos diretamente atingidos, suas famílias e igrejas domésticas vivem sob constante pressão, temendo novas abordagens e represálias do governo.


Como ajudar a igreja secreta no Irã


Apesar da repressão, o cristianismo continua crescendo silenciosamente no país. A organização Portas Abertas apoia líderes cristãos iranianos oferecendo preparo, recursos e treinamento, fortalecendo a igreja subterrânea que mantém sua fé viva mesmo sob risco.


Quem deseja ajudar pode se unir a esse esforço global e colaborar com o fortalecimento da igreja secreta no Irã, contribuindo para que o avivamento continue mesmo em meio à perseguição.


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