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Estudo revela: Maioria dos pastores usam IA para escreverem sermões

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 8 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Novo estudo revela que a IA já faz parte do dia a dia ministerial, mas líderes seguem atentos aos desafios éticos e espirituais


Novo estudo revela que a IA já faz parte do dia a dia ministerial, mas líderes seguem atentos aos desafios éticos e espirituais

A tecnologia já não é mais um acessório distante dentro das igrejas. Um novo levantamento internacional mostrou que a maioria dos pastores está recorrendo à inteligência artificial para preparar sermões, organizar pesquisas e até otimizar a comunicação com suas comunidades.


Os dados fazem parte do relatório The 2025 State of AI in the Church Survey Report, produzido pela AiForChurchLeaders.com e pela Exponential AI NEXT, e apontam um crescimento acelerado no uso de ferramentas digitais dentro do ambiente ministerial.


ChatGPT lidera a lista de ferramentas mais usadas


Segundo o estudo, que ouviu 594 pastores e membros de equipes ministeriais, o ChatGPT é atualmente o recurso de IA mais popular entre líderes cristãos, usado por 26% dos entrevistados. Ele aparece como apoio na preparação de sermões, pesquisas e criação de materiais de comunicação.


A pesquisa destaca que o modelo se tornou um “ativo poderoso para agilizar o trabalho ministerial e estimular novas ideias”, graças à sua versatilidade e facilidade de uso.


Ferramentas como Grammarly, usada por 11% dos líderes para revisar textos e polir materiais de comunicação, também entraram na lista. Outras tecnologias mencionadas foram:


Microsoft Co-Pilot – 9%


Google Gemini – 8%


Canva Magic Studio – 8%, principalmente para criação de peças visuais e posts de redes sociais


Quase dois terços dos pastores já escreveram sermões com IA


Um dos dados mais surpreendentes é que cerca de dois terços dos pastores que preparam sermões afirmam usar alguma ferramenta de IA no processo.


Para os pesquisadores, isso reforça que a tecnologia passou a ser um elemento-chave na rotina ministerial.


E o crescimento não para: 61% dos entrevistados dizem usar IA semanalmente ou até diariamente, número bem acima dos 43% registrados no ano anterior. Dentro desse grupo, 25% utilizam ferramentas de IA todos os dias.


Tecnologia avança, mas preocupações aumentam


Mesmo com a rápida adesão, os líderes não ignoram os riscos. As principais preocupações incluem:


possibilidade de informações incorretas ou conteúdos teologicamente imprecisos


receio de que a IA “substitua” o cuidado pastoral e prejudique relações humanas


questões de privacidade e segurança de dados


falta de transparência no uso da tecnologia


Apesar disso, a visão geral é otimista: a maioria acredita que a IA pode ser uma aliada valiosa, desde que usada como ferramenta e não como substituta da sensibilidade humana e da direção espiritual.


Igrejas de todos os tamanhos aderem à IA


O estudo também mostrou diversidade entre os entrevistados:


30% lideram igrejas com menos de cem membros


24% pastoreiam comunidades entre 100 e 249 membros


14% estão à frente de igrejas de 250 a 499 membros


11% lideram congregações de 500 a 999


14% pastoreiam igrejas de 1.000 a 4.999 fiéis


4% atuam em igrejas com mais de 5.000 membros


A maior parte dos pesquisados é formada por pastores titulares e executivos, com presença significativa da Geração X e dos Millennials, grupos que tendem a ter mais facilidade em incorporar novas tecnologias.


Líderes querem aprender mais: 87% buscam treinamento em IA


Mesmo com cautela, a grande maioria dos pastores está disposta a avançar: 87% afirmaram que pretendem investir em educação e treinamento em IA, tanto para si quanto para suas equipes.


Entre as recomendações dos pesquisadores estão:


participação em workshops e cursos


parcerias com especialistas em tecnologia


criação de políticas claras de uso da IA dentro das igrejas


desenvolvimento de diretrizes éticas que transmitam confiança às congregações


Uso cresce, mas com limitações


Outro estudo, da empresa Pushpay, reforça uma tendência curiosa: embora o uso da IA tenha aumentado 80% no ambiente das igrejas, poucos líderes querem que ela escreva sermões completos ou conteúdos pastorais sensíveis.


A maior parte dos pastores ainda prefere usar a tecnologia em tarefas práticas, como:


redação e revisão de e-mails


criação de imagens e postagens


organização de comunicados


Ou seja, a IA avança rápido, mas com limites bem definidos — e com a consciência de que nenhuma máquina substitui o toque humano no cuidado espiritual.


Com a tecnologia se tornando parte da rotina das igrejas, a grande questão agora é como equilibrar inovação, ética e espiritualidade. E, ao que tudo indica, os líderes cristãos estão dispostos a caminhar nesse novo território com sabedoria, preparo e olhos atentos ao futuro.

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